Por que ações individuais fazem diferença no combate às mudanças climáticas?

Pense um pouco: que diferença faz uma pessoa trocar uma picanha por um prato de lentilhas, decidir pegar um ônibus em vez de usar o próprio carro ou não viajar de avião nas férias, se os outros bilhões de seres humanos que habitam o planeta não fazem nada? É uma conclusão desanimadora e suscita uma pergunta óbvia, que já deve ter passado pela sua cabeça: por que, então, devemos nos preocupar?

Segundo a ativista Greta Thunberg, “a questão é formar opinião. Ao parar de voar, você não apenas reduz sua pegada de carbono, mas também envia um sinal para outras pessoas ao seu redor de que a crise climática é algo real e isso ajuda a impulsionar um movimento político. Muitas pessoas ouvem o que tenho a dizer e apareço muito na mídia” diz. “Portanto, influencio muita gente e, por isso, tenho uma responsabilidade maior, pois tenho uma plataforma maior.”

Mas vamos ser honestos, você não é a Greta Thunberg. Mesmo que suas escolhas se espalhem pelo mundo e influenciem algumas pessoas, sua decisão de comer menos carne e diminuir um pouco o termostato não é exatamente o apelo que vai mobilizar o mundo em torno da redução das emissões de carbono.

Então, por que os indivíduos devem fazer a sua parte?

“Acho que esse é um dos grandes desafios morais do século 21, talvez o maior”, diz o professor Peter Singer, da Universidade de Princeton, nos EUA. “Se não estamos agindo, estamos colocando em risco todo mundo que está vivo agora e também as futuras gerações.” Segundo ele, o fato de que cada um de nós desempenha um papel minúsculo no processo como um todo não importa; nossa obrigação de agir permanece.

O negócio é o seguinte: quanto mais atitude tomarmos, menos nosso clima vai mudar e mais habitável o mundo vai ser para nós, para nossos descendentes e para todo o resto da magnífica abundância de vida na Terra.

Agora, convenhamos, vale a pena fazer algumas mudanças no estilo de vida em nome desta causa, não é mesmo?

 

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-49767124

Just think about it: what difference does it make if you trade a picanha for a plate of lentils, decide to take a bus instead of using your own car, or not fly on vacation, if the other billions of human beings on the planet don’t make it? anything? This is a disappointing conclusion and raises an obvious question that must have crossed your mind: why should we worry then?

According to activist Greta Thunberg, “the point is to form an opinion. By not flying, you not only reduce your carbon footprint, but also send a signal to others around you that the climate crisis is something real and that helps to boost a political movement. A lot of people listen to what I have to say and I appear a lot in the media” says. “So I influence a lot of people, so I have a bigger responsibility because I have a bigger platform.”

But let’s be honest, you’re not Greta Thunberg. Even if your choices spread around the world and influence some people, your decision to eat less meat and slightly lower the thermostat is not exactly the appeal that will mobilize the world around reducing carbon emissions.

So why should individuals do their part?

“I think this is one of the great moral challenges of the 21st century, perhaps the greatest,” says Professor Peter Singer of Princeton University. “If we are not acting, we are endangering everyone who is alive now and future generations as well.” According to him, the fact that each of us plays a tiny role in the whole process doesn’t matter; our obligation to act remains.

The thing is, the more we take action, the less our climate will change and the more livable the world will be for us, our descendants, and all the rest of the magnificent abundance of life on earth.

Now, let’s face it, it’s worth making some lifestyle changes in the name of this cause, isn’t it?

 

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-49767124

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