Um Happy Hour do mercado pode ser uma solução para acabar com o desperdício.

“Happy hour” nos supermercados em Vallila, em Helsinki, acontece longe das seções de bebida e não é exatamente para interação social. Ninguém está ali para bebidas e diversão, mas sim, procurando um grande desconto em um pedaço de carne, frango ou qualquer outro item que estão próximos da data de validade. 

Comida que está prestes a não poder mais ser vendida entra em liquidação em todos as 900 lojas do S-market da Finlândia, com preços que caem de 30 para 60% de desconto as 21h. Faz parte de uma campanha de dois anos para reduzir o desperdício de comida, que os executivos decidiram chamar de “happy hour” na esperança de atrair o público. 

Cerca de um terço da comida produzida e empacotada para consumo humano é perdida ou desperdiçada, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura. Isso equivale a 1,3 bilhões de toneladas por ano, que vale aproximadamente 680 bilhões de dólares. Os valores representam mais do que um desastroso desencontro de oferta e procura, dado que 10% da população mundial sofre de desnutrição crônica. Todo esse excesso de comida, segundo especialistas, contribui para as alterações climáticas. 

Entre 8 e 10% das emissões de gás de efeito estufa estão relacionados à comida perdida entre colheita e produção, ou desperdiçada pelo consumidor, segundo relatório do IPCC. Aterros com restos orgânicos produzem metano, um gás 25 vezes mais prejudicial que o dióxido de carbono. E para produzir e transportar toda essa comida, bilhões de hectares de terra arável, trilhões de galões de água e vastas quantidades de combustíveis fósseis são necessários. 

Fonte: https://www.nytimes.com/2019/09/08/business/food-waste-climate-change.html “Happy hour” at the S-market store in the working-class neighborhood of Vallila, Helsinki, happens far from the liquor aisles and isn’t exactly convivial. Nobody is here for drinks or a good time. They’re looking for a steep discount on a slab of pork, or a chicken, or a salmon fillet, or any of a few hundred items that are hours from their midnight expiration date.

Food that is nearly unsellable goes on sale at every one of S-market’s 900 stores in Finland, with prices that are already reduced by 30 percent slashed to 60 percent off at exactly 9 p.m. It’s part of a two-year campaign to reduce food waste that company executives decided to call “happy hour” in the hopes of drawing in regular.

About one-third of the food produced and packaged for human consumption is lost or wasted, according to the Food and Agriculture Organization of the United Nations. That equals 1.3 billion tons a year, worth nearly $680 billion. The figures represent more than just a disastrous misallocation of need and want, given that 10 percent of people in the world are chronically undernourished. All that excess food, scientists say, contributes to climate change.

From 8 to 10 percent of greenhouse gas emissions are related to food lost during harvest and production or wasted by consumers, a recent report by the Intergovernmental Panel on Climate Change found. Landfills of rotting food emit methane, a gas that is roughly 25 times more harmful than carbon dioxide. And to harvest and transport all that wasted food requires billions of acres of arable land, trillions of gallons of water and vast amounts of fossil fuels.

Source: https://www.nytimes.com/2019/09/08/business/food-waste-climate-change.html

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