Ar de São Paulo está mais poluído do que você pensa

Seu governo está escondendo coisas de você. Pelo menos se você mora em São Paulo, Brasil.

A estimativa atual é de que 17 mil pessoas morrem por ano no estado de São Paulo devido à poluição aérea. Esse cálculo, realizado por uma equipe de pesquisa da USP (Universidade de São Paulo), estimou também que se nada for feito para resolver o problema, até 2030, 250 mil pessoas vão morrer na metrópole.

SP possui a legislação ambiental mais avançada do país quando se trata de poluição atmosférica. Mas, está bem longe de ser um modelo internacional. O sistema da Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o limite aceitável de ozônio na atmosfera seja de 100 microgramas por mililitro dentro um intervalo de 8 horas.

O limite de São Paulo é de 140 microgramas.

Isso ocorre, pois a regulamentação e análise da qualidade do ar do estado é feita pela Cetesb. A entidade possui padrões de poluição bem mais frouxos que a da OMS.

Em uma analogia mais simples, de acordo com a Cetesb o alarme de poluição da atmosfera soou 36 vezes em 2015. Se a metrópole seguisse os padrões da OMS, teriam sido mais de 1000 alertas no ano.

O principal poluente da cidade provém dos automóveis. Estes causam 73% das emissões de gases de efeito estufa de São Paulo.

Leia a matéria original: https://theintercept.com/2019/03/07/ar-sao-paulo/

Your government is hiding things from you. At least if you live in São Paulo, Brasil.

The current estimate is that 17,000 people die each year in the state of São Paulo due to air pollution. This calculation, carried out by a USP (University of São Paulo) research team, also estimated that if nothing is done to solve the problem, by 2030, 250,000 people will die in the metropolis.

SP has the most advanced environmental legislation in the country when it comes to air pollution. But it is far from being an international model. The World Health Organization (WHO) system recommends that the acceptable limit of ozone in the atmosphere should be 100 micrograms per milliliter within 8 hours.

 São Paulo’s limit is 140 micrograms.

This is because the regulation and analysis of the air quality of the state is done by Cetesb. The organization has much weaker pollution standards than WHO.

In a simpler analogy, according to Cetesb the air pollution alarm sounded 36 times in 2015. If the metropolis followed WHO standards, there would have been more than 1,000 alerts in the year.

The main pollutant of the city comes from automobiles. These cause 73% of the emissions of greenhouse gases of São Paulo.

Read the original article: https://theintercept.com/2019/03/07/ar-sao-paulo/

 

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