Museu do Amanhã: um case de pioneirismo em sustentabilidade

Desde que abriu suas portas em 2015, o Museu do Amanhã encanta seus visitantes com seu visual imponente e proposta inovadora: expor novas ideias, explorar diferentes formas de pensar, fazer e responder perguntas sobre o Amanhã, analisando os caminhos que se abrem para o futuro.

E sem dúvidas, a sustentabilidade é um desses caminhos pelos quais o Museu deseja guiar seus visitantes, e todos os cidadãos, para um Amanhã diferente.

“Desde a sua inauguração, o Museu do Amanhã tem se dedicado a sensibilizar e mobilizar o seu público sobre a importância da sustentabilidade para a construção de melhores Amanhãs. A preocupação com questões globais emergentes, como os efeitos da mudança climática, por exemplo, é um dos maiores desafios do nosso tempo e está presente na nossa exposição principal, visitada por mais de 4 milhões de pessoas, e também na própria gestão do museu”, afirmou Ricardo Piquet, diretor executivo do Museu do Amanhã.

Medidas como a ampliação da captação da água da chuva para reuso nas suas instalações, otimização do consumo de energia elétrica, captação das águas da Baía de Guanabara para a refrigeração, além de uma construção “verde”, fizeram com que o Museu fosse o primeiro do Brasil a receber o selo Ouro de certificação internacional LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) no segundo maior nível de classificação.

Inventário por um novo amanhã

A Sustainable Carbon é parceira do Museu do Amanhã desde o início e elabora há 5 anos o inventário de Gases de Efeito Estufa da instituição com o apoio do Banco Santander Brasil, patrocinador máster do Museu.

O Inventário de Emissões de Gases do Efeito Estufa é substancial para que uma empresa ou instituição possa influenciar de maneira positiva no combate às mudanças climáticas. Além da identificação de fontes de emissão e seus respectivos gases emitidos, a elaboração de um inventário de emissões permite manejar os riscos e identificar oportunidades de redução; contar com um relatório público e participar de programas voluntários de emissões; agregar valor aos negócios, dentre outros.

A partir dos estudos e levantamento de dados fornecidos pela organização, estimamos que o Museu do Amanhã emitiu no ano de 2020 o total de 158,97 toneladas de CO2 equivalente e tais emissões estão divididas em 3 escopos. O Escopo 1 corresponde a 0,21% das emissões, concentradas em duas únicas fontes de emissão: emissões fugitivas, devido à recarga de extintores, e combustão estacionária, causada pelos geradores à diesel. O escopo 2 corresponde a 74,22% das emissões, totalizando 126,92 toneladas de CO2 equivalente, advindo da aquisição de energia elétrica. E, por fim, o escopo 3 corresponde a 25,58% das emissões totais da organização, chegando ao número de 90,57 toneladas de CO2 equivalente, advindos de três fontes de emissão: viagens a negócios, resíduos e transporte downstream.

Ainda que a redução de 55% nas emissões entre 2019 e 2020 tenha sua principal causa nas medidas de isolamento social contra a corona vírus, o Museu do Amanhã demonstra maturidade e engajamento ao que se refere às mudanças climáticas, sendo a primeira instituição cultural nacional a realizar o mapeamento de suas emissões. De fato, as emissões continuaram seguindo a rota de decaimento, mostrando o comprometimento da organização com a gestão e plano de redução de emissões propostos desde 2016.

gráfico de emissões totais de toneladas de carbono
gráfico de histórico de emissões totais de carbono

“Apoiar o Museu do Amanhã na realização do inventário e na compensação de suas emissões é uma ação alinhada à nossa meta de zerar as emissões líquidas de nossa operação e de nossa carteira de negócios até 2050 – e à crença de que o presente deve ser construído, diariamente, em todos os locais e para toda a sociedade. Só assim teremos um amanhã possível para todos”, ressaltou Karine Bueno, head de Sustentabilidade do Santander Brasil.

Compensação por um novo amanhã

Além de se importar em conhecer seu perfil de emissões através da realização voluntária do inventário, todos os anos a organização compensa estas emissões, em parceria com o banco Santander.

Com o resultado das emissões totais da organização, o Museu do Amanhã compensou um total de 159 toneladas de CO2 equivalentes através do Projeto Barbosa Ceramic Fuel Switching.

O Projeto Barbosa foi implantado em uma Cerâmica produtora de tijolos localizada na região norte, no município de São Miguel do Guamá (PA). A fábrica utilizava lenha nativa não-renovável da Amazônia como combustível para produzir as peças cerâmicas. Com o objetivo de mudar essa realidade, em 2007, a fábrica passou a abastecer os fornos apenas com combustíveis renováveis, como caroço de acaí, casca da castanha-da-Amazônia e serragem. A troca de combustível proporcionou redução de emissão de Gases de Efeito Estufa para a atmosfera, e possibilitou participação no mercado internacional de carbono.

Trabalho com os caroços de açaí no Projeto Barbosa.
Trabalho com os caroços de açaí no Projeto Barbosa.

Hoje, a cerâmica Barbosa gera créditos de carbono, e com a receita proveniente da venda dos créditos reinveste na modernização da fábrica e em benefícios para os trabalhadores e comunidade local, como a construção da sede para a Associação de produtores rurais de açaí́ e de um Centro de Educação Profissional no município. Esse projeto também promove iniciativas de reflorestamento e recupera cerca de 60 hectares por ano, além de já ter evitado a emissão de mais de 219 mil toneladas de CO2 equivalentes e contribuir com quatro Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS): 3, 7, 8 e 13.

“Para nós é uma grande satisfação contribuir com iniciativas tão maduras, bonitas e comprometidas com o planeta como essas protagonizadas pelo Museu do Amanhã. A responsabilidade em produzir um inventário voluntário e compensar, também voluntariamente, suas emissões é um exemplo a ser seguido por todas as organizações, sem sombra de dúvidas, por um futuro melhor. Seguimos juntos”, finalizou o coordenador técnico da Sustainable Carbon, Marcelo Haddad.

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