Desmatamento é um risco que as empresas não podem mais ignorar

Enquanto o ciclo de queimadas que afetou a Amazônia tem chamado a atenção do mundo, investidores institucionais aproveitaram a oportunidade para mudar o foco para algumas das fontes do problema: décadas de mal planejamento e uso do solo, além de cadeias de suprimentos agrícolas mal administradas.

Unilever e Nestlé tem tomado decisões para implementar políticas de não desmatamento, porém isso não é uma tendência entre as empresas. Agora, alguns dos maiores investidores institucionais do mundo estão pressionando para uma mudança através da Iniciativa Investidora para Florestas Sustentáveis, diz Julie Nash do Ceres. 

Anteriormente neste mês, na correria da semana do clima de Nova York, um número sem precedente de investidores – 230, representando 16,2 trilhões de dólares em ações – iniciou um apelo para que companhias tomem ações contra o desmatamento. Entre os investidores estão alguns dos maiores administradores de investimento e donos de ações de todo o mundo, representando mais de 30 países.

A maioria dos investidores reconhecem que o desmatamento cria risco material financeiro para as empresas, incluindo riscos de mercado e reputacional. Além disso, o desmatamento aumenta riscos sistêmicos nos portfolios por contribuir para a crise climática global. Uma pesquisa recente do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas mostra que 11% das emissões globais de gases de efeito estufa são causados por fraca gestão florestal e de uso da terra, incluindo desmatamento impulsionado por commodities. Também alerta que não há como limitar o aumento da temperatura global a 1,5ºC – e dessa forma evitar maiores catástrofes – se não segurarmos o desmatamento.

Fonte: http://www.ethicalcorp.com/deforestation-material-risk-companies-can-no-longer-ignore As the cycle of forest fires burning through the Amazon has captured the world’s attention, institutional investors have seized the opportunity to shift the focus to some of the root causes of the problem: decades of poor forestry and land-use management and poorly managed agricultural supply chains.

While Unilever and Nestlé have made strides towards implementing no-deforestation policies, the vast majority of companies have not. Now some of the world’s biggest institutional investors are pushing for change through the Investor Initiative for Sustainable Forests, says Julie Nash of Ceres

Earlier this month, in the run-up to Climate Week New York, an unprecedented number of investors – 230 institutional investors representing $16.2trn in assets under management – issued an urgent plea to companies to take action against deforestation. Among the investors are some of the largest investment managers and asset-owners from around the globe, representing more than 30 countries.

Major investors increasingly recognise that deforestation creates material financial risks for companies, including reputational and market risks. In addition, deforestation exacerbates systemic risk across portfolios by contributing to the global climate crisis. A recent Intergovernmental Panel on Climate Change report found that 11% of global greenhouse gas emissions are caused by poor forestry and land-use management, including commodity-driven deforestation. It also warned there is no way to limit average global temperature rise to 1.5C – and thus avoid catastrophe – without halting deforestation.

Source: http://www.ethicalcorp.com/deforestation-material-risk-companies-can-no-longer-ignore

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